Quanto vale seu dinheiro? Descubra de onde ele vem e para onde vai


Finalmente o dinheiro entra na conta bancária... mas acaba poucos dias depois: por que isso acontece e como evitar?

Como em um daqueles truques mágicos de desaparecimento, o dinheiro some da carteira e da conta bancária. Poucos dias depois de ter tido ele nas mãos, já é preciso contar as moedinhas para sobreviver o restante do mês. Esta história parece familiar?

Este relato de desespero e terror acontece todos os meses com muitas pessoas. Mas por que isso acontece? Como evitar? Se você quer chegar no final dos próximos meses sem precisar contar as moedinhas continue lendo este artigo!

Conhecendo o custo do dinheiro

Ele é capaz de nos proporcionar felicidade por meio das coisas que pode comprar e pagar, mas não tem a capacidade de nos dar felicidade apenas por si só. A sua função é de servir literalmente como uma moeda de troca.

Porém, não é por isso que vamos fazer pouco caso dele e sair gastando com futilidades e coisas que não são necessárias.

Para recebermos o pagamento pelos nossos serviços, é preciso trocarmos por um recurso importantíssimo e escasso que temos: o nosso tempo.

Vivemos em dias que o tempo parece passar mais rápido. Gostaríamos de ter mais de 24 horas por dia para poder fazer tudo que precisamos, mas o nosso tempo é limitado e não temos a opção de adquirir mais.

O Valor do seu tempo

Quando nos damos conta que trocamos o nosso tempo por dinheiro, passamos a pensar melhor em como estamos gastando as moedinhas que sobram na carteira e onde estamos passando o cartão de crédito.

Se você não der valor para o seu tempo, ninguém vai dar!

Se você não cuidar do seu dinheiro, ninguém vai cuidar!

Deixa eu te perguntar uma coisa: Você sabe dizer quanto ganha por hora trabalhada? Sabe quantas horas precisa trabalhar para ganhar R$ 100,00 por exemplo?

Para ser bem claro e não ficarmos com dúvidas de quanto custa para você “ganhar” dinheiro, vamos fazer um cálculo.

Exemplo:

Vamos supor que o salário líquido (já com os descontos) de uma pessoa que trabalha 8 horas por dia, de segunda à sexta, seja R$ 1.500,00. Normalmente em um mês existem 22 dias úteis. Ela trabalharia 176 horas por mês. Conforme as contas abaixo:

22 dias x 8 horas = 176 horas/mês

R$ 1.500 / 176 horas = R$ 8,52 por hora

R$ 100,00 / R$ 8,52 = 11,74 horas

Esta pessoa do exemplo ganha R$ 8,52 pela hora trabalhada. Ela precisa trabalhar quase 12 horas para conseguir R$ 100,00.

Agora troque os números dos cálculos acima, conforme a sua realidade, e descubra quanto dinheiro você ganha por hora trabalhada e quanto tempo precisa trabalhar para ter R$ 100,00 na conta.

Fez os cálculos? Ficou chocado? Pois é. Infelizmente este não é o tipo de informação que as pessoas normalmente nos ensinam.

Este desconhecimento nos sai caro, pois gastamos de forma irresponsável, não entendendo verdadeiramente o que nos custa cada centavo.

O uso consciente do dinheiro

Agora que você já descobriu que é mais trabalhoso ganhar dinheiro do que imaginava, deve estar se perguntando: “Quer dizer que não posso mais gastar com aquilo que quero?” ou “Qual é a forma ‘certa’ de gastar?”.

Sim, você pode e deve comprar as coisas que quer, porém isso deve acontecer de forma planejada.

Existem alguns princípios e práticas que devem ser seguidos quando queremos usar os recursos financeiros de forma consciente:

Divisão dos gastos

O principal segredo para uma vida financeira saudável e bem sucedida é ter equilíbrio. Da mesma forma que não devemos gastar tudo o que ganhamos, também não é indicado poupar tudo.

O aconselhável é que o uso do dinheiro seja dividido em algumas categorias e que seja respeitado um gasto máximo em cada uma delas:

  • 55% dos ganhos deve ser destinado para os gastos essenciais: como comida, remédios, parcela da casa e do carro, aluguel, contas de luz, água, etc. As coisas que você julga serem importantes e indispensáveis para você.

  • 5% do que se ganha deve ser investido com educação: como livros, cursos, palestras e afins. Tudo aquilo que agrega conhecimento e pode lhe proporcionar chances de ganhar mais dinheiro no futuro.

  • 20% deve ser poupado para objetivos e metas (sejam de curto, médio ou longo prazo): como um celular novo, a viagem das férias, móveis novos, reforma da casa, entre outros. Aqueles sonhos e desejos que você quer tanto realizar.

  • 10% precisa ser destinado para a independência financeira/aposentadoria: quem não quer poder parar de trabalhar um dia? Uma coisa é certa, não dá para contar apenas com o dinheiro da aposentadoria do INSS.

  • Por fim, 10% pode ser usado de forma totalmente livre: você pode usar para o que quiser.

Questionar antes de gastar

Outra prática muito importante que deve ser seguida para não se arrepender de gastar dinheiro com algo, é fazer algumas perguntas a si mesmo antes de abrir a carteira:

  1. Eu realmente quero isso?

  2. Eu tenho cumprido minhas obrigações financeiras?

  3. Eu preciso mesmo comprar isso?

  4. Eu tenho condições de comprar?

  5. Eu devo comprar?

Se depois de responder “sim” para essas perguntas e se sentir com a consciência tranquilo para realizar a compra, vai firme e boas compras!

Ter liberdade para dizer “não”

Uma situação muito comum e que faz muita gente dar passo maior do que a perna, e se arrepender depois, está relacionada com convites de amigos e familiares.

As pessoas não fazem por mal. Justamente pelo contrário, por gostarem de nós, elas nos querem perto delas e querem poder tem momentos agradáveis ao nosso lado.

O problema é que algumas vezes estes momentos agradáveis podem se transformar em sofrimento se não temos dinheiro sobrando para esta diversão.

Diante desta pressão psicológica e medo de ser julgado por recusar o convite, algumas pessoas aceitam confraternizar mesmo não podendo.

Nestas situações achamos que a comida estava sem gosto, que a balada estava parada, que a viagem estava sem graça… Na verdade, o problema não estava com estas coisas, mas sim com nós que sabíamos que não deveríamos ter aceito o convite e ter gasto aquilo que não podíamos gastar.

É chato termos de fazer renúncias, mas algumas delas são extremamente vitais para nossa vida pessoal, profissional e financeira. Elas nos ajudam a focar nas coisas que são as que precisamos dar mais atenção naquele momento.

Espero que eu tenha conseguido mostrar para você neste artigo que o dinheiro precisa ser utilizado com sabedoria, pois além de ser trabalhoso para adquirir, ele precisa atender necessidades do nosso hoje, do nosso amanhã e da nossa velhice.


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